quarta-feira, 18 de maio de 2016

Todos pelo Brasil

O grande exemplo está em Itanhaém, onde o prefeito Marco Aurélio conseguiu o feito inédito de pacificar a política municipal

Consolidado o processo de afastamento da presidente Dilma Roussef por 180 dias, as atenções se voltam às primeiras e iniciais atitudes e iniciativas do presidente interino, Michel Temer. O Brasil inteiro sabe, e Temer também, que o afastamento de Dilma teve como catalisador o sentimento de insatisfação presente na ampla maioria dos lares brasileiros. Restavam à presidente o apoio de apenas 8% da população. De modo proporcional, os que ansiavam pela destituição de Dilma agora esperam, ávidos, por uma solução para a crise nacional. A responsabilidade é tremenda.

Como aquele hábil malabarista manejando três tochas de fogo, o presidente interino terá 180 dias para manipular três desafios: compor uma ampla base de apoio político; com isso, aprovar as urgentes medidas de saneamento fiscal do país (leia-se recriação da CPMF, por exemplo); e, com isso, manobrar essa imensa nave chamada Brasil para tirá-la do atoleiro econômico (leia-se dez milhões de chefes de família desempregados).

Não vai ser fácil. Mas já aconteceu em outras épocas. Exemplos de pactos sociais em favor de um país, estado ou cidade acontecem com mais frequência do que se imagina. A Europa está repleta de situações em que o sentimento de união é por vezes mais forte do que disputas e rixas eleitorais. Passadas as batalhas eleitorais, o que prevalece é a necessidade latente do povo de colocar comida na mesa dos filhos. Um pacto social, sem cor partidária ou ideológica, é do que o Brasil mais precisa agora. As eleições de 2018 precisam e devem ser deixadas em segundo plano.

Lideranças como Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, Marina Silva entre outros têm o dever de vir à público, sempre que necessário, e dar declarações de apoio às novas medidas e, acima de tudo, manter unidas e coesas as suas bancadas no Congresso.

Na opinião deste FATOS, a cidade de Itanhaém é um exemplo a ser seguido. Desde janeiro de 2013, munido de humildade mais que franciscana, o prefeito Marco Aurélio Gomes abriu diálogo com todos, sim, todos os segmentos da sociedade, ouvindo sugestões, captando ideias e abolindo de imediato o expediente de “caça às bruxas”, comumente utilizado em épocas passadas da história itanhaense.

Este pacto social é, sim, responsável pela pacificação da política municipal. Com respaldo político necessário, o prefeito conseguiu aprovar tudo quanto foi necessário para ajustar os rumos da cidade no tocante ao desenvolvimento econômico e à busca por qualidade de vida. O resultado é um ambiente tranquilo na política da cidade. Igualmente tranquila deve ser a sua reeleição.

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